28 de janeiro de 2009

Procura-se um Culpado


O que acontece quando inexiste a presença do poder público? Imagine uma cidade largada a deus-dará onde não há ordem. Ordem segundo o dicionário Michaelis significa:

or.dem
s. f. 1. Boa disposição das coisas, cada uma no lugar que lhe corresponde; disposição das coisas cujo arranjo se subordina a um princípio útil, agradável ou harmonioso. 2. Lugar ou categoria que ocupam entre si as pessoas ou as obras. 3. Natureza, modo de ser, espécie. 4. Série. 5. Classe ou hierarquia de cidadãos. 6. Maneira, modo, disposição. 7. Espécie de classe de honra instituída por um soberano ou autoridade suprema para recompensar o mérito pessoal.

Existe ordem onde moramos? Eu acho que não. Várias publicações pagas, exposições na TV pagas, não vão demover a bagunça que é isto aqui e muito menos apagar a culpa daqueles que dirigem esta cidade. Seria ótimo se todo governante contasse com um povo estúpido para crer em palavras e publicidade (e notícia paga ou silêncio pago tácitamente...). Mas assim que o popular desliga a televisão, fecha o jornal e sai de casa, ele vai se deparar com a realidade cruel do local onde vive.

Vamos culpar os turistas pelas mazelas de nossa cidade?
Vamos culpar os cães por sujar a cidade?
Vamos culpar São Pedro pelas enxentes?
Vamos culpar os mosquitos pelas doenças?
Vamos culpar os bandidos pela violência?
Vamos culpar a SABESP pelos buracos?
Vamos culpar o solo pelas depressões?

Quando há ordem, o poder público exerce sua função plena de zelar pelos interesses de sua população. Numa prefeitura que há ordem, não se espera o problema acontecer para depois resolver, mas se antecipar de forma que não deixe os problemas acontecer. E quando necessário, usar todos os recursos da administração pública, principalmente o seu corpo jurídico para estabelecer a ordem que todos a aspiram.

Mas neste país chamado Brasil, muitas vezes nos deparamos com situações onde o poder público abre mão do interesse público e passa a atuar pelo interesse particular. É o caso de superfaturar obras, realizar licitações direcionadas, praticar o nepotismo (emprego de parentes e amigos), favorecer amigos e prejudicar adiversários. Na minha opinião, parodiando o título do livro Versos Satânicos de Salman Rushdie, um governo que faz isso é um governo satânico que vive de praticar o mal. A população tem que ter isso em mente quando um governo utliza as verbas públicas para o mal e a partir do momento que nos beneficiamos com isso ou mesmo não fazemos nada quando sabemos, também estamos praticando o mal e prejudicando toda a população de uma cidade, ou seja, se todos pagam impostos, o poder público então não pode direcionar esses recursos dos impostos para beneficiar a quem é sua contra-parte, seja na politica ou na corrupção.

19 de janeiro de 2009

42 Anos de Emancipação

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Pouco o que Comemorar

Existe um vídeo que o pessoal da Prefeitura passa para aqueles que a estão visitando. Mostra o que era Praia Grande antes do Mourão. Mostra o lixo na praia principalmente. Se a gente ir à praia entre o Natal e o Ano Novo vai ver que nada mudou. Aliás, estou atrás desse vídeo porque quero contestá-lo segundo por segundo, se alguém o tiver e puder encaminhar para mim eu ficaria muitíssimo grato.

Mas o assunto aqui é o aniversário de Praia Grande. 42 anos nas costas. Deveríamos ficar felizes se todas essas obras fossem conservadas (obras é o carro-chefe daqueles que acham que Praia Grande melhorou). Nesse mais de um ano de reportagens eu elegi a Rua Presidente Sarmiento na Vila Tupi para "festejar" esse aniversário. Trata-se de um exemplo de como Praia Grande é na prática. Vejam o vídeo.

Eu não canso de bater na tecla de que as reais prioridades da população estão sendo ignoradas. Eu não me conformo da forma como é gasto o dinheiro público e muito menos a quem é pago esse dinheiro. Se eu pudesse pedir alguma coisa ao novo Prefeito Roberto Francisco, pediria que desse um jeito de se fazer cumprir todas as leis municipais existentes. Que mandasse uma cartilha aos proprietários de imóveis dando um prazo de um ano para regularizar calçadas, edificações, tudo que está no Código de Obras. O nosso Código de Posturas é maravilhoso, coisa de primeiro mundo, mas se fosse cumprido. Temos que ser mais rigorosos com a vigilância sanitária fazendo com que o consumidor tenha certeza de estar consumindo alimentos ou produtos livres de deterioração ou contaminação. Em resumo, como não se vai acabar com tudo que foi feito, vamos conservar todos os bens públicos, vamos fazer com que aumente o cumprimento das leis. Vamos ouvir mais a população e os seus problemas (e resolvê-los).

Não posso deixar de comentar a respeito dos episódios que acontecem em todas as temporadas (e fora delas também) que é o vandalismo e a depredação dos bens públicos, e mais a falta de segurança. Eu acho um absurdo culpar os turistas. Isso é tirar o foco do problema que é o da incompetência daqueles que deveriam zelar por nossos interesses e foram eleitos para isso. Em qualquer lugar do mundo, quando se souber que não há segurança, sempre haverá aqueles que têm tendência ao desvio de conduta de se manifestarem. Por isso, é preciso criar uma logística de segurança para que se diminua os problemas supracitados. Fazer parcerias com a polícia e quem sabe com a própria população que seria também uma bela observadora da cidade para alertar a autoridade policial de problemas que estiverem ocorrendo.

O prefeito novo tem tudo na mão para fazer um governo de superação podendo dar ao luxo de inovar haja vista o poder que a situação tem na Câmara, ou seja, uma maioria folgada para investir na audácia que Praia Grande precisa para se destacar no âmbito do bem-estar social e da satisfação plena de viver nesta Cidade.

16 de janeiro de 2009

Capela Nossa Senhora da Guia

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Passei ontem pela Capela Nossa Senhora da Guia para conhecer a reforma. realizada pela Prefeitura. Infelizmente estava fechada e não pude ver por dentro como ela ficou. Por fora, está bonita, embora seus jardins ainda não tenham plantas. Na minha opinião, esse local um dia será um local de peregrinação porque a Nossa Senhora da Guia nada mais é do um dos títulos atribuídos a Virgem Maria. Nossa Senhora da Guia conduziu o menino Jesus em sua infância e podemos atrelar a isso às mães que precisam de ajuda para conduzir seus filhos. Acredito que muita gente irá à capela pedir ajuda e pagar suas promessas. Só falta uma maior divulgação. Procurei saber mais sobre história da Capela, como da Santa ou a respeito do local, mas encontrei apenas divulgação política no site da Prefeitura. Estavam mais preocupados em informar da inauguração (e quem inaugurou) do que informar do valor histórico para o nossa cidade deste local como também a hitória da Nossa Senhora da Guia. Aliás, o local é de fácil acesso, tanto de carro, como de ônibus ou bicicleta já que do outro lado da pista passa a ciclovia. Por enquanto, quem vier a passeio, o melhor é ir até o shopping para se alimentar. Espero que após a obra, haja a conservação deste bem público. Não posso mais uma vez de esquecer de agradecer o Jornal A Tribuna que ao noticiar o abandono da capela fez com que o praiagrandense tomasse conhecimento do problema e passou a cobrar das autoridades uma solução. Todo mundo que mora em Praia Grande e que paga impostos, tem obrigação de ir ao local conhecer e saber onde o seu dinheiro está sendo investido. Se alguém da Prefeitura puder nos ajudar, por favor, poste aqui quanto foi gasto para a conclusão de toda a reforma desta Capela.

9 de janeiro de 2009

Barulho nos Quiosques

Mais uma vez o jornal A Tribuna presta serviços à comunidade e noticia que a Prefeitura de Praia Grande está fiscalizando quiosques e comércios afins onde há grande quantidade de pessoas. Ficou evidente que onde há grande aglomeração de pessoas há uma grande possibilidade de ocorrer manifestações não compatíveis com bons modos que sugere de uma população educada. Segundo a lei municipal 343/2002, é proibido a execução de música ao vivo naqueles locais (quiosques, etc.) mas permite o som ambiente desde que não ultrapasse o limite de 65 decibéis.

Se você quiser colaborar com a paz nesta Cidade, ao tomar conhecimento de que algum estabelecimento está extrapolando o que permite a lei, ligue para 3471-8006 ou encaminhe um e-mail para fiscalizacao@praiagrande.sp.gov.br

4 de janeiro de 2009

Telefones de Emergência em Praia Grande

O Jornal A Tribuna publicou os telefones de emergência e também para fazer denúncias em Praia Grande.
  • Polícia Militar - 190 (gratuito) ou 3471-9292 (45º Batalhão).
  • Polícia Civil - 3473-4166 (1º DP/Boqueirão); 3471-1190 (Delegacia-Sede/Tupi); 3477-6733 (2º DP/Caiçara); 3493-3222 (3º DP/Solemar); 3471-8000 (Delegacia da Mulher).
  • Polícia Rodoviária - 3471-6799 e 3477-2877 (posto Curva do -S-).
  • Corpo de Bombeiros - 193 (gratuito); 3471-4074 e 3471-5846 (incêndio); 3472-4055 (salvamento).
  • Guarda Civil Municipal - 199 (gratuito) e 3496-5122
  • Departamento de Trânsito - 0800-7720-194 (gratuito)
  • Defesa Civil - 199 (gratuito) e 3472-4868.
Faça a sua parte e colabore com o poder público para que nossa Cidade seja respeitada por todos.

O bem precisa prevalecer sobre o mau.

2 de janeiro de 2009

Nota de Repúdio

Lamentavelmente, pela falta de uma política pública de zelo pelo cumprimento das leis, mais uma vez Praia Grande foi alvo de vândalos que destruíram os bens públicos e de particulares. Pelo fato de tolerarmos tantos abusos ao exercício da cidadania, muitas pessoas que possuem tendências ao desvio de comportamento perceberam a ausência do poder público e passaram a agir de forma irracional invadido os direitos de seus semelhantes. É preciso que nossos governantes entendam que quantidade não signfica qualidade. Faz-se mister que a qualidade dos turistas, que recebemos todos os anos, seja renovada. Uma cidade onde há uma política ostenciva do cumprimento da lei, inibe aqueles que não vêm em paz à nossa Cidade. É preciso reconhecer, por parte da autoridade municipal, as reais necessidades da população praiagrandense. É preciso, que nossos burocratas, encerrados em suas salas pomposas, com ar-condicionado, saiam de seus gabinetes e tomem contato com a realidade. Se perguntarmos ao povo quais as reais necessidades das pessoas, certamente as necessidades básicas seriam eleitas: SEGURANÇA, SAÚDE, EDUCAÇÃO, TRANSPORTE, LIMPEZA PÚBLICA, CONSERVAÇÃO DAS PRAÇAS, RUAS E AVENIDAS, mas tenho absoluta certeza que não estará nesse ranking a restauração de milhões e o pagamento mensal do aluguel do Palácio das Artes, nem o cartódromo, nem a pista de aeromodelismo, nem a boutique de peixes. Pelo crescimento da cidade, é preciso investir valorizando a polícia municipal. É preciso fazer com que a utilização das câmeras, que custaram milhões, sejam mais eficazes no que tange à segurança pública (e melhorar a qualidade de suas imagens). É preciso punir vândalos destruídores do patrimônio público e do privado para que todos saibam o que acontece àqueles que tentam a delinquência. Na minha opinião como morador, as políticas visando ao bem-estar da população estão equivocadas.