Editorial
Quando nós pensamos que já chegamos no fundo do poço, como venho demonstrando aqui para vocês, aparece toda essa violência contra os donos de imóveis contribuintes em Praia Grande. Pessoas como o Sr. Januário Lourenço que passaram a vida em outras cidades trabalhando para comprar um imóvel aqui e pagar esse IPTU exorbitante, e, quando vêm para cá para passar o Natal com sua família, o que ganham é a morte violenta e covarde. A prefeitura (agora sempre no diminutivo) pode alegar que seu papel não é o de dar segurança ao seus munícipes e a quem esteja aqui, embora tenha gasto milhões com essas câmeras, mas o que presenciamos diariamente, a violência, é o resultado da incompetência administrativa em utilizar os recursos públicos para dar qualidade de vida a quem mora nos locais mais afastados (ou não). De nada adianta (às pessoas de bem) reformar a Kennedy, alugar o Palácio das Artes, alugar prédios para lotar secretarias, escolas e ginásios, se não existe investimento na qualidade de ensino, saúde e entretenimento àqueles que estão em situação de risco social. Há dois anos venho dizendo aqui insistentemente que Praia Grande é uma cidade virtual, uma cidade de mentira, uma cidade pintada pelo marketing, mas a nossa realidade é igual a dessa câmera que não ajudou em nada para elucidar a morte do contribuinte de Praia Grande mas morador de São Bernardo, ou seja, uma câmera e uma cidade de mentira.