19 de janeiro de 2010

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Neste dia 19 de janeiro Praia Grande está fazendo 43 anos de emancipação do município de São Vicente. Infelizmente nossa cidade ainda é a cidade dos políticos e dos empresários. Toda riqueza é concentrada nas mãos de poucos. O dinheiro público não ajuda aqueles que precisam de ajuda, mas ajuda aqueles que já têm muitos recursos e não precisam demais. O resultado disso é a pobreza institucionalizada, ou seja, o cidadão que nasce pobre tem uma grande chance de permanecer nessa classe social durante toda a sua vida. O investimento no Social é medíocre e vende-se a ideia de que tem que fazer festas com entrada de R$ 400,00 por cabeça para ajudar. Ora, são milhões e milhões gastos com obras e alugueis. Se quisessem mesmo fazer algo pelo Social, bastaria aumentar a dotação para ser gasto nesta área. O resultado está todo aí, vocês sabem, basta ver a violência desenfreada em Praia Grande com turistas pagando para serem mortos e maltratados.

É preciso também fazer uma autocrítica porque nós enquanto povo e eleitor também temos que fazer a nossa parte. Durante 2009 recebi diversas reclamações contra os estabelecimentos de Praia Grande. É preciso que a prefeitura faça um convênio e dê um "banho" de SEBRAE em nossos empresários pois estão deixando a desejar quanto a ética, moral e capacidade técnica para prestar serviços com qualidade e respeito ao Direito do Consumidor. Gostaria de sugerir que a Justiça e a prefeitura fizessem uma parceria nas temporadas para disseminar o atendimento ao consumidor com postos em vários bairros para atender quem precisar.

Para falar bem de Praia Grande só mesmo através de matéria paga porque de espontânea vontade é o que tenho que dizer aqui.

Tenho dito.

O Editor

8 comentários:

Sérgio disse...

$3 anos de emancipação política. Tenho minhas dúvidas se Praia Grande não seria melhor se ainda fosse um bairro de São Vicente, pois ai não cairia na mão de quem está.
Não teríamos tantos escolas, creches, palácios, entre outros, instalados em prédios particulares pertencentes aos amigos do rei, pagando-se aluguéis absurdos.
Não teríamos tantos funcionários públicos desenvolvendo cargos sem terem prestado concurso público.
Não teríamos tanto nepotismo na Prfeitura, empregando-se parentes (aliás, isto aqui é Praia Grande ou Maranhão?)
Talvez, a violação não fosse tamanha a ponto de a Administração receber críticas inclusive do Tribunal de Contas.
Talvez o prefeito não tivesse que se manter no cargo por meio de liminar.
Talvez não tivessemos vereadores exercendo o mandato por meio de liminar.
Só não digo que a Termaq não vencesse licitação, pois isso também ocorre em São Vicente.
Mas não seríamos manchetes de jornais de destque como Jornal Nacional, Jornal da record e até Fantástico.
Não teríamos um jornal como o que temos, que recebe tanto dinheiro público para publicar matérias de interesse não da população, mas de interesse da atual administração.

Sérgio disse...

só corrigindo, 43 anos de emancipação.

Sérgio disse...

Não entendo essa contratação a título precário que vem se arrastando a meses.
Primeiro, já não daria tempo de abrir edital de licitação?
Resposta: sim, mas e ai se não é conveniente as interesses do administrador.
Segundo, a prefeitura paga à Viação Piracicabana para ela explorar o serviço de transporte coletivo? E o dinheiro que a gente paga de tarifa? Isso já não seria suficiente?

EXTRATO CONTRATUAL
CONTRATANTE: PREFEITURA DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE PRAIA GRANDE;
CONTRATADA: EMPRESA VIAÇÃO PIRACICABANA LTDA.;
OBJETO: Contrato de CONCESSÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS, EM CARÁTER EMERGENCIAL E A TÍTULO PRECÁRIO,
TENDO POR OBJETO A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE COLETIVO URBANO DE PASSAGEIRO, POR ÔNIBUS; VALOR: R$ 13.782.976,00;
PRAZO: 180dias;
DATA DA ASSINATURA: 28/12/09; PROCESSO: 29.119/09

Franz Josef Hildinger disse...

Vergonha! Eu fui na audiência pública convocada pelo Ministério Público e mais uma vez estão fazendo nós de palhaços. Toda hora essa droga de contrato de emergência!

Sérgio disse...

Franz,

Quem conhece um pocuo da história do Mourão sabe de suas ligações com o Manoel Constantino e do quanto ele banca a campanha política dele.
Não há como tirar a Viação Piracicabana desta cidade, mesmo sendo o serviço prestado de péssima qualidade e extremamente alto.
Enquanto tivermos essa administração, tenha certeza: O MP pode espernear o quanto quiser que a Viação piracicabana continuará na cidade.
Como dizia aquele jornalista (que não gosta de garis): Isto é uma vergonha!!!!

Maria disse...

Sergio,

Um aspecto sempre me coloca em dúvida: os acessos.Talvez se fossemos um bairro de SV, houvesse um empenho maior na solução para esses egarrafamentos que acontecem na temporada, porém, se olharmos o Jardim Bechara como exemplo, perceberemos que não seríamos muito melhor do que isso.São Vicente conseguiu alguma melhora depois da gestão do França e ele do partido que era, dificilmente dividiria conosco o pouco que tinha.
Vivo aqui desde antes da independência, e naquela época como um bairro não tinhamos escolas. As vagas para os moradores eram as remanescentes. Vinham alunos da ilha para o continente e nós ficavamos sem vagas.
Tude bem, vai, as coisas mudaram, mas certamente nunca deixariamos de ser a periferia.

Sérgio disse...

Maria,

Não discordo de você e, claro, não quis dizer que realmente Praia Grande tinha que continuar a ser bairro de São Vicente, muito embora tenha dito isso mesmo.
Mas é que Praia Grande tem muita podridão e a gente que aqui está e é bem esclarecido sabe disso, muito embora a maioria dos praiagrandenses ignoram, ou gingem que ingnoram o que aqui acontece.
A grande maioria da população não sabe que as escolas, usafas, etc estão em prédios alugados.
Quase todo mundo acha que o custo do Show do Verão é Você não sai dos cofres públicos. Pouquíssima gente sabe que apenas uma empresa que recebe por trazer todos os artistas.
Também pouca gente sabe que há uma área VIP para os políticos e seus convidados assistirem aos shows de camarote, com tudo, inclusive bebida alcóolica, de graça.
Pouca gente sabe que foram gastos mais de 6 milhões pra construir o Palácio das Artes e isso tudo em prédio alugado.
Muita gente tenta uma vaga na Prefeitura, mas poucos sabem a quantidade de gente que trabalha lá sem concurso.
Pouca gente sabe o que é um procedimento licitatório, qual a sua finalidade, qual a sua importância. Sabem menos ainda que a Comissão de Licitação da Prefeitura só é formada por pessoas que ocupam cargos comissionados. Por isso, nem sabem que o serviço de transporte coletivo deveria ser licitado há muito tempo, e não com contratos em caráter de emergência. Emergência de que? Isso mais parece negligência.
Enfim, falar que preferia Praia Grande como uma bairro de São Vicente foi apenas um modo de expressar minha indignação com tudo o que ocorre na nossa cidade.
Claro que a grama do vizinho é sempre mais linda. O problema é que a nossa está feia demais.
Além disso, 30% das pessoas que trabalham no Porto de Santos moram e São Vicente. 30% das pessoas que trabalham no pólo industrial de Cubatão moram em São Vicente.
A população de lá tem emprego e dos bons, mas e nós.
Sobra gente no calçadão a espera de uma oportunidade para assaltar um turista. Ah, mas tem câmera de segurança, como foi "vendido" para a população.
Câmera onde? Se os últimos assaltos que houve descobriu-se que não tinha nada ali, apenas a "carcaça" para inglês ver.
Parece até a tal da Viação Piracicabana que diz que tem câmeras nos ônibus pra proteger os passageiros, mas coloca apenas a "carcaça" na maioria dos ônibus pra evitar que o motorista desvie o dinheiro dela. E quando surge algum assalto, dizem que a cãmera apresentou problemas, ferindo nosso direito de informação, afinal somos consumidores.
Chega!! escrevi demais!

Maria disse...

Sergio,

Não ousaria contraria-lo.
Como voce mesmo disse: a maioria da população não sabe de nada.

Ficam caçando os ambulantes que trabalham na clandestinidade, mas não identificam rêdes que funcionam sem alvarás de funcionamento, sem acessibilidade e sem vistoria do corpo de Bombeiros, colocando as pessoas em risco.
Voce viu os homenageados pela Câmara? Tem gente lá que nem se sabe quem são. Fizeram o quê, pra merecer a honra?
Não temos referências, não temos preferências, não temos nada, exceto saber que amanhã tudo continuará igual.