25 de dezembro de 2009

Câmera e Cidade de Mentira

Editorial

Quando nós pensamos que já chegamos no fundo do poço, como venho demonstrando aqui para vocês, aparece toda essa violência contra os donos de imóveis contribuintes em Praia Grande. Pessoas como o Sr. Januário Lourenço que passaram a vida em outras cidades trabalhando para comprar um imóvel aqui e pagar esse IPTU exorbitante, e, quando vêm para cá para passar o Natal com sua família, o que ganham é a morte violenta e covarde. A prefeitura (agora sempre no diminutivo) pode alegar que seu papel não é o de dar segurança ao seus munícipes e a quem esteja aqui, embora tenha gasto milhões com essas câmeras, mas o que presenciamos diariamente, a violência, é o resultado da incompetência administrativa em utilizar os recursos públicos para dar qualidade de vida a quem mora nos locais mais afastados (ou não). De nada adianta (às pessoas de bem) reformar a Kennedy, alugar o Palácio das Artes, alugar prédios para lotar secretarias, escolas e ginásios, se não existe investimento na qualidade de ensino, saúde e entretenimento àqueles que estão em situação de risco social. Há dois anos venho dizendo aqui insistentemente que Praia Grande é uma cidade virtual, uma cidade de mentira, uma cidade pintada pelo marketing, mas a nossa realidade é igual a dessa câmera que não ajudou em nada para elucidar a morte do contribuinte de Praia Grande mas morador de São Bernardo, ou seja, uma câmera e uma cidade de mentira.

6 comentários:

Evy disse...

Obrigada a você editor ele é pois nunca deixará de ser meu tio, obrigada pois ainda existem pessoas como você que lutam para a cidade melhorar, não deixe que isso aconteça com outras pessoas final de contas se cada vez que abrirmos os jornais lermos esse tipo de noticia que alguém foi morto em tal lugar, a tedencia é das pessoas não irem mais a este lugar.

Franz Josef Hildinger disse...

Lamentável tudo que aconteceu com o seu tio e minhas sinceras condolências à sua família. É isso mesmo que as pessoas de bem precisam fazer: deixar de vir aqui e comprar imóveis aqui para pagar IPTU para nada! Só assim esses políticos e comerciantes inescrupulosos vão entender pois a nossa justiça é falha e não corrige ninguém. Boicote é a palavra certa. Se todos fizerem isso, vai secar a fonte de receita e eles terão que trabalhar para trazer gente de bem para cá. Praia Grande infelizmente, pela incompetência e comodismo, só vem atraindo bandidos e baderneiros. Nossa principal fonte de renda é o veranista que compra imóveis aqui, paga IPTU, enche os cofres da prefeitura e não acompanham a política da cidade onde a burrice impera, junto da má-fé. Estou indignado e por estar morando aqui há 10 anos e conhecer esta cidade há mais de 30 anos, tenho certeza que isso aqui jamais melhorará enquanto houver trouxas comprando imóveis aqui e não acompanhando a política da cidade. Meus pêsames!

Maria disse...

Muito lamentável o que aconteceu.
Andar pelo calçadão é tão perigoso, que os moradores ( os bacanas e políticos ), nem o fazem mais.
Nas rodinhas só se houve isso: calçadão é pra pobre e turista.

Esse lance das câmeras faltando, etc..., lembrou-me um caso num edifício onde um motoqueiro entrou atrás de um morador na garagem, foi fazendo os moradores que chagavam refens, roubou todo mundo e saiu tranquilamente como se nada tivesse havido.

Detalhe: o edifício tinha câmeras e um contrato extra pago mensalmente para que as imegans fossem gravadas e arquivadas. Na hora de procurar as imagens do tal ladrão, cadê? Não havia registros. Havia sim um " acordo " entre o síndico e a tal empresa mantenedora: R$ 400,00 por esse serviço que era repartido entre as partes.

...e ainda teve morador que aceditou que o síndico não sabia de nada.
Nunca se deu ao trabalho de verificar ou arquivar as tais imagens.

É bem possível que t5enhamos contrato de manutenção para essas câmeras públicas ( deveria haver ), mas ao que parece não fazem manutenção nenhuma.

Posso dizer com toda a certeza de que se não tudo, quase tudo o que se diz sobre elas pelo poder público é balela.

Fui assaltada durante a execução de uma obra duas vezes e quando fui procurar as imagens não havia, portanto, sinto-me autorizada a duvidar desse serviço.

Fernando disse...

Amanhã faz 1 mês que não posso ouvir a voz do meu Pai..Ele era um grande pai, sempre presente na minha vida e na vida de minha irmã .
Brincalhão e cheio de vida adorava a Praia Grande sempre quando era possível passava seus finais de semana e adorava..ele foi embora n em uma das datas que ele mais gostava e passamos nosso ultimo natal com ele, mais sem seu carinho e suas risadas.
Essas pessoas que são chamadas de crianças ainda pelos Direitos Humanos acabaram com a vida do meu Pai e com ela levaram muitas outras vidas com ela.
Estamos aprendendo a viver de novo e está muito difícil, ou melhor, quase impossível.
Meu Pai era uma pessoa fantástica e nós realmente aprendemos o verdadeiro significado da palavra PAI...
Estou muito grata pelas suas palavras..

Espero que isso que estamos passando.

Obrigada

Fernando disse...

Mensagem acima de Cínthia..

Franz Josef Hildinger disse...

Olá Cínthia,

A dificuldade é muito grande quando a gente perde um ente querido e tão próximo como um pai. Eu sou de São Paulo e mudei para cá em 29/09/1999. Antes enquanto turista eu via a cidade de uma forma e agora vejo de outra. Ao meu ver essas "crianças" assassinas nada mais são do que o resultado da incompetência de quem está na administração. Nos bairros mais pobres o esporte, a educação, o lazer não chegam. Há muita gente contratada sem concurso pela prefeitura. Quem sustenta com impostos, 90%¨dos contribuintes não moram aqui e portanto não estão a par do que acontece com o dinheiro que pagam. Nossa câmara é terrível e pouco criativa. Por tudo isso que resolvi mostrar aqui a cidade que encontrei e espero que as pessoas passem a reclamar também do péssimo serviço público e dos altos custos para suportar um imóvel aqui (impostos, condomínio, etc.). Assim como eu, peço também que não desanimem e tenham fé, pois nós também podemos mudar o sistema quando fazemos honestamente sem nenhum interesse por poder ou dinheiro. Abraços.