8 de julho de 2008

O Retrato da Rega

Venho afirmando aqui que em nossa cidade é mais fácil a Administração construir do que reconstruir. É mais fácil sair na imprensa por construir do que conservar. Na última mensagem deixei bem claro sobre isso.

Neste sábado, dia 5 de julho, foi reportado mais uma dessas artimanhas que faz sair na imprensa. Em letras garrafais lê-se:
Piscina pública atende mais de mil por semana. Vou discutir por partes essa notícia.

A piscina (semi-olímpica) custou um milhão e oitocentos mil reais. O incauto que sabe disso e não se informa, vai pensar que a piscina é para todo mundo. Logo no terceiro parágrafo um banho de água fria: "A coordenadora de natação da cidade(...)informa que não há vagas para novos alunos...". Satisfeito? Não há vagas!

Faltou um detalhe da reportagem que ao meu ver, em se tratando de Brasil, deveria ser feito: a) algumas entrevistas com os supostos usuários dessa piscina; b) checar onde está o nome dos 1.000 (mil) freqüentadores dessa piscina.


A piscina, coberta, com água aquecida, que dizem ter sido "apropriada pela comunidade" é essa aí em cima. Bom, vamos à segunda parte desse assunto que quero comentar.

Olhem com muita atenção essa foto acima. Estão vendo algo errado com ela? Dêem uma olhada no calçadão. Pois é, um buraco. Mas isso não é nada, cliquem no link abaixo sobre a matéria completa que fiz sobre esse local que fica na frente da piscina.

Vila Mirim, O Lugar Que Mais Cresce?

Essa reportagem realizada em 22 de março de 2008 vale para hoje. Nada foi resolvido. Agora mais um detalhe.


Reparem nessa foto. Em segundo plano você pode ver o telhado do "Piscinão". Estamos no mesmo lugar onde havia buracos, tampas abertas, desníveis de calçadas e buraco na ciclovia. Tudo isso, sem hesitar afirmo: está lá pelo menos há seis meses como se pode comprovar aqui no Blog. Cliquem no link abaixo onde está a reportagem desse problema.

Banco do Homem Invisível


Fico pensando aqui sobre tudo isso. Como alguém faz tudo pela metade? Nem dá para alegar que o buraco é federal, estadual, da SABESP, etc. O povo quer viver numa cidade limpa, ordeira, bem administrada. Ficar construindo esse tipo de coisa não vai apagar o mal-estar do povo praiagrandense. O dinheiro que se jogou aí vai beneficiar quantas pessoas? Essas mil? E o resto do povo, que vá tomar banho na praia? Para mim tudo isso está errado. O foco não é o povo ou o eleitor. O foco é a mídia, criar factóides para se auto promover. É essa a minha opinião. Recuso-me a achar que essa prática de construir, alugar, comprar cabeças de ferro, beneficia empreiteiras e amigos fabricantes de cabeças. Ao meu ver não existe má-fé, má-intenção do administrador. O que existe é um foco para ações subjetivas equivocadas. Eu quero participar dessas audiências públicas, gravar, filmar e se for o caso, comprovar que não passa de um jogo de cartas marcadas onde a prioridade popular não se concretiza.

Deixo claro que é a minha opinião. Cada um que tire sua conclusão até porque deve ter alguém desses mil que está se beneficiando dessa piscina pública, que gostaria de se identificar, para dizer o que acha disso tudo.

2 comentários:

rogerio_gabipg disse...

fico indiginado por tanta sucata que a maresia vai comer tento passa por outra rua para nao ver o mau gosto desta obras investimento jogado fora

Franz Josef Hildinger disse...

E se não bastasse isso, ainda a gente fica sabendo aqui que a Prefeitura está alugando estátuas! Essa cidade é uma cidade do faz de contas. O dinheiro público está sendo usado para deixar mais ricos os donos de imóveis. Até ginásio é alugado. As secretarias são alugadas. O cortiço das artes é alugado. Cada coisa que aparece aqui que dá a sensação que somos idiotas.